Quinta-feira, Dezembro 21, 2006

Desaforismos 1

Um conselho prático a todos os arqueiros ansiosos:

Se você não estiver mirando, nunca vai errar.

:-)

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

Too fast, too furious - versão coreana (com legendas em português)

Eu estava atirando muito bem no treino de ontem, finalmente voltando à minha média de pontuação (~ 272) e vencendo a barreira dos 520. Foi então que o Sato mostrou o vídeo da Park (comentei no post "Perfeição") e tudo mudou.

Ele sugeriu que a gente treinasse a puxada que ela estava fazendo. A grande vantagem é que usa-se muito mais (ou praticamente, apenas) os músculos das costas (o rombóide, pra ser exato) do que o do braço que puxa a corda (o deltóide). Com isso a força do arco é transferida pras costas e a potência do tiro aumenta.

Mas é claro que o simples fato de mudar de técnica tem um efeito drástico no tiro - e os meus começaram a espalhar para a direita (embora, ainda assim, agrupando) - ficando aproximadamente às 16h do alvo.

Claro que dá pra sentir uma diferença incrível - mas também é praticamente recomeçar tudo (coisa que tenho feito demais neste último semestre).

E com isso, velhos vícios voltaram - em particular, o de atirar muito rápido. É verdade também que eu estava me cobrando uma perfeição que simplesmente eu ainda nem tenho condições técnicas ou físicas de conseguir (em especial, pra quem assistiu ao vídeo, dá pra ver que ela arma o arco e não mexe o braço esquerdo). Mas, de qualquer maneira, eu mal estava mirando e já soltando a flecha.

Na 5a-feira, faço meu último treino do ano.
Acredito que consiga segurar mais e mirar melhor - mas a menos que o tiro esteja entrando, não pretendo marcar os pontos - apenas me concentrar na forma.

Perfeição

Ontem, durante o treino, o Sato mostrou uns vídeos da coreana Park Sung-Hyun e outros arqueiros e arqueiras da Corea (a Park é a atual campeã e recordista do mundo).

O que dizer?

Perfeita.
Simplesmente isso.

Ao assistir eu me dei conta do abismo, do mundo que existe pra ser descoberto e conquistado. Tudo o que eu pensava e achava que sabia sobre a forma e a beleza de um tiro foi suplantado pelo que eu vi nesses vídeos: a largada, a forma, a concentração, a estabilidade - tudo executado de maneira absolutamente perfeita.

As sensações após vê-la são contraditórias - maravilhamento, entusiasmo, humildade - por um lado - e uma frustração de imaginar que nunca vou poder me dedicar tanto quanto ela e conseguir chegar nesse nível. Claro, ela é profissional, vive disso, tem incentivo e patrocínio - e eu tenho que batalhar pra conseguir 3 treinos por semana de 2h...

De qualquer maneira, um novo horizonte se abriu pra mim e novos patamares e padrões de perfeição técnica foram estabelecidos.

Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Too fast, too furious...

Pra vencer a tal barreira dos 520 foi preciso um pouco mais de calma.
O Sato e o Fernando insistiram num ponto: meus tiros estavam muito rápidos - mal eu conseguia achar a mira no alvo logo disparava.

Isso além de ocasionar em instabilidade do tiro, também iria prejudicar minha volta ao clicker.